by: Nádia Riddle
Na calada da noite, não havia nada que estivesse passeando ou parado em pé na rua escura de um birro trouxa em
Londres. A escuridão tomava conta do lugar até que duas pessoas com capas pretas compridas passavam pela rua em um ritmo
acelerado. Eram dois homens; um, mais alto e magro outro, um tanto baixinho:
- Rápido! - Um deles dizia.
- Espere, tenho que ver se não há trouxas por aqui. - O outro respondia.
No fim da rua havia um bar que, aparentemente, estava fechado. O rapaz mais alto, que parecia um pouco nervoso,
falou:
- É aqui.
- Sei que não é da minha conta mas... - O homem respirou fundo. - não acha estranho o Lorde fazer uma reunião aqui?
- Ainda bem que você sabe que isso não é da sua conta, nem da minha. É melhor não questionar as decisões dele. - Advertiu
o homem enquanto batia com a varinha na porta.
Outro homem com uma capa preta abriu a porta:
- Já estava na hora!
- Desculpe - nos, tivemos uns transtornos. - Desculpou - se o mais alto apontado a cabeça para o mais baixo.
- Quanto tempo não lhe vejo, Robert. - Abriu - se um sorriso na face do outro, que estava nítida, diferentemente dos outros
dois que, estavam de capuz.
- Eu digo o mesmo Lucio. -Respondeu Robert. - Como está Narcisa?
- Grávida. - Respondeu Lucio, agora com uma sorriso feliz.
- Parabéns! - Robert apertou a mão do homem loiro.
Enquanto os dois conversavam, havia uma outra conversa no andar de cima do bar:
- E o que nós vamos fazer Tom? - Perguntava uma mulher.
- Não me chame assim! E falei baixo! - Ordenou um homem com uma cobra em seus braços.
- Você gostava quando eu te chamava de Tom, Lord Voldemort. - Ela baixara a voz, mas havia cinismo nela.
- Por favor Bellatrix, falei baixo e direito. - Voldemort, agora com uma voz mais sutil.
- É melhor você pensar sozinho! - Bellatrix levanto e saiu do quarto, deixando Voldermort sozinho.
Descendo as escadas, Bellatrix encontrou seu noivo, que recebeu - a com um beijo:
- Oi querida.
- Ola querido. - Ele respondeu um pouco nervosa. - Eles já chegaram?
- Já sim. - Ele respondeu.
- Então vá avisar a ele. Não quero subir de novo. - Ela pediu.
- Não precisa subir. Nagini me falou que todos chegaram. - Voldemort descia as escadas.
- Sim Milorde. - Obedeceu o homem ao lado de Bellatrix e passou pelo corredor, seguindo para o salão principal do bar.
- Sim, Mi Lorde... - Bellatrix respondeu ironicamente e foi para a sala.
Voldemort tomou força e entrou na sala. A sala era escura, apenas iluminada pelas varinhas, todos estavam sentados em
uma grande mesa, um ao lado do outro.
- Boa Noite meu seguidores. Estamos aqui hoje para discutirmos assuntos pendentes. O que temos de notícias? - A voz de Voldemort ecoava no ar.
- Milorde, eu já estou infiltrado no Ministério, consigo todas as informações que puder para seu benefício. - Lucio
informou.
- Muito bem Lucio. - Parabenizou Voldermort. - Então, mais alguma coisa?
- Os dementadores estão ao nosso lado, os tragos e os gigantes é que são um problema. - Robert informou.
- Também há boas notícias... - Voldemort pensou. - E quanto a Ordem, Rabicho?
O homem extremamente baixo levou um susto e respondeu:
- Eles estão planejando conquistar o gigantes também e têm membros da Ordem infiltrados no Ministério...
Antes que Rabicho pudesse continuar, foram ouvidos passos e uma voz desconhecida pelas pessoas ali presentes na sala
falou:
- Mauricce? Nicole? Sou eu, Charles. Cheguei com as encomendas que vocês pediram.
Rapidamente, as luzas da sala foram apagadas e a escuridão tomou conta do lugar.
- Não brinquem comigo! Está tudo pesado. - Charles ria e adentrava na sala.
De repente, uma voz gritou "Lumus" e Charles ficou imóvel, como se suas pernas não o obedecessem. Voldermort riu e falou:
- Você atrapalhou nossa reuniãozinha trouxa.
Antes que Charles pudesse reagir, Bellatrix levantou, sacou sua varinha e gritou:
- Avada Kedrava!
Um luz saiu da varinha e Charles caiu duro no chão. Voldermort soltou uma risada e disse:
- Muito bom Bellatrix, é assim que se faz.
Bellatrix nada respondeu, apenas sentou e disse:
- Continua Rabicho.
- Sim. - O homem tomou fôlego. - Há Membros da Ordem infiltrados no Ministério e a presença de Severo Snape nas reuniões da
Ordem já está se tornando freqüente.
- Temos que armar algo para Snape. Esse traidor merece algo. - Rovret falou com raiva, batendo na mesa.
- Concordo com você meu caro Robert. - Não gosto de traição... - Voldemort falou.
- Eu também não gosto. Na verdade, eu odeio! - Alfinetou Bellatrix.
- Então, mais alguma coisa? - Voldemort tentou ignorar.
A reunião seguiu por mais algumas horas. Por fim, Voldermort falou:
- Bem meus senhores, por hoje é só. Vamos no encontrar brevemente.
- Sim Milorde. - Responderam todos em coro.
Aos poucos, todos foram saindo. Quando Bellatrix levantou, Voldemort pegou - a pelo braço e falou em seu ouvido:
- Quero falar com você.
- Meu noivo vai embora comigo. - Ela recusou seu pedido.
- Eu cuido dele. - Voldemort falou.
- Você que sabe... - Ela deu de ombros.
Voldemort foi atrás do noivo de Bellatrix e ela subiu para o quarto do segundo andar. Quando ele chegou, eufórico,
ela estava senta à uma poltrona perto da janela.
- O que você falou para ele fazer? - Ela perguntou.
- Mandei ele se livrar dos corpos. - Voldemort respondeu.
Bellatrix nada falou, apenas soltou um muxoxo e olhou pela janela a Lua, que estava grande e brilhante.
- Bella o que você vai fazer? - Ele perguntou nervoso.
- Eu não sei e, por favor, não me chame assim. - Ela respondeu entre os dentes.
- Por favor Bella, não vá fazer nada de cabeça quente. - Pediu Voldermort.
- NÃO ME CHAME ASSIM! - Gritou Bellatrix. - O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA? QUE EU TIRE O BEBÊ QUE É SEU? QUER QUE EU LARGUE O
MEU NOIVO PRA FICAR COM VOCÊ? PARA NÓS SERMOS UMA FAMÍLIA FELIZ? EU, VOCÊ E O SEU PRIMOGÊNITO?!
Lágrimas escorreram do rosto de Bellatrix e ela escondeu o rosto entre as mãos e tudo o que se podia ouvir eram
soluços.
- Bella, não chore. - Voldermort acolheu a mulher em um abraço.
- Eu te odeio! - Bellatrix falou.
- Mentira... eu estava pensando, você vai para a casa dos Black, sra Black não me negará ajuda.
- Você é esperto sabia... - Bellatrix enxugou as lágrimas.
- Obrigado. Por isso que eu te amo. - Ele beijou a testa da mulher.
- Vou ficar com a Tia Black até o bebê nascer...e depois?
- Não vai poder ficar com ele...
- Sei disso...tia Black saberá o que fazer.
- Verdade. - Voldemort concordou. - Vem cá, não gosto que você chore... - Ele envolveu - a em um abraço.
A Lua iluminava os amantes apaixonados. Por uns instantes, só se podia ouvir a respiração dos dois, mas o momento foi
quebrado quando Nagini adentrou ao quarto avisando a Voldemort que o noivo de Bellatrix se aproximava e logo passos foram ouvidos subindo as escadas. Ela enxugou o rosto, separou - se de Voldermot e fingiu dizer:
- Sim Milorde vou avisar aos Black.
- Muito bem Bellatrix. - Voldermort respondeu.
- O que eu perdi? - O rapaz estava ofegante.
- Vou ter que visitar os Black. Vou tentar persuadir meu primo Sirius a passar para o nosso lado. - Ela respondeu - Milorde,
acha que se ele ficar em nosso lado mais pessoas vão passar.
- Mas que idéia boa Milorde. - Ele sorriu. - Vamos Bella?
- Vamos querido. - Bellatrix seguiu o noivo, que lhe deu um beijo.
Os dois saíram do quarto, deixando Voldemort sozinho. Ele foi até a janela e olhou o casal de mãos dadas aparatando
fora do bar. Voldermot sentou na poltrona antes ocupada por Bellatrix, respirou fundo e perguntou para a cobra ao seu lado:
- E agora? O que vou fazer?
A cobra nada disse e Voldemort olhou para a Lua brilhante esperando uma resposta para seu maior problema a ser
resolvido.
1 comentários:
Caramba...Muito legal! As dolls mostrando os personagens e a História ta tdo muito show...Beijooo
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