Relatos de um verão sem fim
Dia Texano
By:Daniel Thompsom
Deitado na cama, um adolescente fitava o teto de madeira do quarto que estava dividindo com o primo. Não agüentava mais ficar na fazenda dos tios em Dalas, no Texas. No começo até que se divertira, conhecendo os recantos da fazenda, a criação de hipogrifos de seu tio, mas logo tudo se tornou monótono. Ele era um garoto da cidade. E para piorar tudo, sua mãe não permitira que ele levasse a bateria nas férias. Nem mesmo o rádio podia salva-lo. Seus tios e seu primo só ouviam músicas country.Dia Texano
By:Daniel Thompsom
-Mano, você vai comigo ver os pufosos? - Uma vozinha estridente anunciou que sua paz havia acabado.
-Vai lá sozinha, Liz. - Disse ele.
-Mas eu não quero ir sozinha... - Choramingou. - Eu tenho medo dos hipogrifos!
-Você é tão piralha que eles nem vão te ver. E estão presos nas baias por feitiços. Você não ouviu o tio Charlie falando? - Ele disse, sem emoção.
-Mas eu não quero ir sozinha! - Ela choramingou alto. E seus enormes olhos cinzentos se encheram de lágrimas.
-Daniel Edward Thompsom, o que você fez agora?! - Uma mulher de cabelos castanhos apareceu à porta do quarto.
-Eu não fiz nada. - Ele se defendeu.
-Minha lindinha. - Ela se abaixou para Liz, ignorando o garoto. - O que houve?
-O mano não quer ir comigo ver os pufosos. - Choramingou ela, esfregando os olhos.
A mulher lançou um olhar cortante à ele.
-Ah, mãe... É muito chato... - Defendeu-se ele. -Ela já viu esses pufosos um monte de vezes.
-Não interessa. Trate de leva-la lá. - Disse ela. - Você sabe que ela não pode ir lá sozinha.
Com um tremendo mau humor, Daniel ficou de pé e arrumou os óculos.
-Vamos, então, piralha. - Disse.
-Não chame sua irmã de piralha! - Ralhou a mãe.
-Ta bem. - Disse ele, revirando os olhos.
Liz sorriu brandamente e agarrou a mão do irmão. Ele era tão alto que ela não chegava nem na altura da cintura do rapaz.
Sentindo uma raiva horrível da irmã, ele desejou que os hipogrifos a comessem, se fosse possível.
Mal haviam chegado ao galpão de madeira onde estava o ninho de pufosos, quando uma coruja parda, quase dourada, pousou na carca de madeira ao lado deles e piou. Dan imediatamente reconheceu a coruja de Cora, uma amiga da escola.
Seguiu até ela e pegou o pedaço de pergaminho que estava preso em sua pata.
"Oi, Dan. Como vão suas férias? As minhas estão uma chatice! Não vejo a hora de voltar pra escola. Você vai ao Beco Diagonal comprar seu material? Eu irei no dia em que a lista chegar. Preciso muito falar com você.
Cora."
Dan terminou a leitura e ficou curioso pra saber o que pódia ser tão importante assim.
-Essa é a sua namorada? Eu pensei que o nome dela fosse Laney. - Exclamou Lizzie.
-E é Laney. - Disse ele. - A Cora é minha amiga.
-A, tah. - Disse Lizzie, sorrindo. - Agora vamos ver os pufosos!
Ele guardou a mensagem no bolso da calça jeans e foi com a irmã.
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